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The Reluctant Seven

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São quatro os temas a moldar a reunião de amanhã do G7 na Baviera. O primeiro encaixa nas últimas vindas da Rússia e da Ucrânia, depois de Putin ter dirigido sanções a 89 políticos e militares europeus e de Porochenko ter elevado o alerta antisseparatista na última ida ao Parlamento, usando a "invasão" para descrever os próximo passos russos. Com os confrontos no Donbass a piorar na última semana, fica inviabilizado qualquer alívio de sanções a Moscovo nesta reunião do G7. O segundo resulta do clima de desconfiança entre EUA e Alemanha depois das revelações de Edward Snowden. Muito tem sido tentado nestes dois últimos anos para recuperar uma dinâmica bilateral que fazia de Merkel a grande aliada de Obama na Europa. Berlim nunca perdoou os métodos de espionagem da NSA e não é inocente que na véspera de viajar para o G7 Obama tenha assinado uma lei que retira poderes à principal agência de segurança americana. Esta administração precisa da Alemanha ao seu lado para lidar com a Rússia, estabilizar a Ucrânia, convencer Londres a permanecer na UE, financiar a estabilidade dos Balcãs e patrocinar milícias curdas na Síria e no Iraque contra o ISIS. O terceiro ponto está exatamente aqui: Obama reunir-se-á com o PM iraquiano pressionando-o a comprometer as suas tropas nos combates terrestres. As coisas não têm corrido bem. O quarto tema resulta do beco negocial entre Atenas e a troika. Washington quer que Berlim flexibilize a sua posição e faça mais para liderar um dossiê que tem aproximado mais a Grécia da saída do euro do que da sua permanência. Há sinais de alguma dissonância entre Merkel e Schäuble e há hoje na zona euro posturas mais duras do que a alemã, como a de Espanha, Eslováquia, Estónia, Holanda ou Finlândia. Do G7 não haverá milagres, antes suspiros por liderança. A questão é que hoje só lá estão sentados políticos relutantes em assumi-la.







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